São Paulo — A Avenida Paulista foi palco, neste domingo (21), de uma grande manifestação contra a chamada PEC da Blindagem e contra a proposta de anistia a envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. De acordo com o Monitor do Debate Político no Meio Digital, ligado à USP, em parceria com a ONG More in Common, o protesto reuniu cerca de 42,4 mil pessoas, com margem de erro de 12%.
Organizado por movimentos sociais, partidos políticos e centrais sindicais, o ato contou com a presença de representantes do PT, PSOL, PCdoB, PDT e Rede, além de integrantes do MST e MTST. Estudantes, coletivos de juventude e artistas também se somaram à mobilização, que ocupou quatro quarteirões da Paulista entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas.
Críticas à PEC da Blindagem
A PEC da Blindagem propõe que qualquer processo criminal contra deputados e senadores só tenha andamento com autorização do Congresso Nacional. Para críticos, a medida cria um mecanismo de impunidade, blindando parlamentares de investigações e enfraquecendo o combate à corrupção.
Rejeição à anistia
Outro ponto central da mobilização foi a rejeição à possibilidade de anistia para investigados e condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Manifestantes carregaram faixas em defesa da democracia e lembraram que os ataques às sedes dos Três Poderes representaram uma ameaça direta ao Estado de Direito.
Participação popular
Durante o ato, artistas como Chico César, Gilberto Gil e Caetano Veloso subiram ao palco para apresentações musicais, reforçando o caráter cultural e político da manifestação.
“Não podemos aceitar retrocessos. Nem blindagem para políticos corruptos, nem perdão para quem tentou destruir a democracia”, disse a estudante Mariana Alves, 22 anos, que participava do ato.
Contexto nacional
A manifestação em São Paulo ocorreu em meio ao acirramento do debate político em Brasília. Enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro pressionam pela aprovação da anistia, setores do governo e partidos de oposição à direita defendem a PEC como forma de proteger a independência do Legislativo. Já movimentos sociais e juristas afirmam que ambas as propostas representam ameaças à democracia e ao sistema de freios e contrapesos.
Da Redação










